Para Lá do Limite

Maria é uma mulher forte e independente que suportou mais de vinte anos de humilhação por parte do marido. Esta semana, tomou a corajosa decisão de se ir embora — não por raiva, mas por amor-próprio.
"Um casamento pode sobreviver ao conflito", diz ela, "mas não pode sobreviver à negligência e à humilhação contínuas. Se já expressaste a tua dor e nada muda — se os teus sentimentos e necessidades são continuamente minimizados ou desprezados — então a relação revela um padrão doloroso."
E acrescenta: "O amor sem cuidado, compaixão e apoio nos momentos mais difíceis da vida simplesmente não é sustentável. Ir embora deixa de ser uma questão de punir o outro; torna-se um ato necessário de autopreservação."
Em última análise, criar distância é, muitas vezes, a única forma de curar, recuperar a clareza e redescobrir o amor-próprio que esteve enterrado durante demasiado tempo.
