Fazer as Pessoas Sentirem-se Vistas

16-05-2026

Quando faço perguntas às pessoas, nunca é apenas para obter informação. É para compreender como elas veem a própria vida — como dão sentido à sua história, às suas lutas, às suas esperanças e às partes de si mesmas que talvez tenham esquecido.

Por isso, faço perguntas que convidam à reflexão. Perguntas que abrem portas.

"Que talento tens e não estás a usar?""Do que te orgulhas mais?""De onde vens, e de que forma isso te moldou?""O que farias se não tivesses medo?""Que compromissos continuas a carregar, mesmo já não acreditando verdadeiramente neles?"

Estas não são perguntas comuns. São perguntas que despertam histórias. Perguntas que ajudam as pessoas a reencontrarem quem são para lá da superfície.

Às vezes, as histórias que ouço são profundamente marcantes. Outras vezes, são dolorosas para além das palavras. Mas aquilo que aprendi é isto: quando alguém está emocionalmente no chão, não procura alguém que fique de pé a dar conselhos de cima para baixo. Procura alguém disposto a descer e a sentar-se ao seu lado.

E para mim, essa é a verdadeira definição de empatia.

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