Continuar em Tempos de Conflito

Muitos de nós sentem um desconforto silencioso ao ver a vida seguir como se nada fosse, enquanto, não muito longe, sociedades lutam para sobreviver. Para quem foi marcado pela guerra, esse desconforto transforma-se em culpa e numa pergunta persistente sobre o sentido dos dias comuns perante tanto sofrimento. Será audacioso, ou mesmo imoral, permitir-nos momentos de alegria?
Ainda assim, para resistir, temos de continuar. Aprendemos a cuidar uns dos outros, a manter a ligação e a criar momentos de beleza e normalidade — não para esquecer, mas para lembrar. A dor e a beleza coexistem. Por isso, escolhemos o envolvimento em vez do afastamento e a coragem silenciosa de viver, mesmo quando o mundo se quebra.
